Do Fim da República Romana à Estrela de Belém: A História que Glorifica o Criador

A Confluência do Poder Imperial e a Perfeição da Palavra

Em um cenário onde a informação se mistura com a desinformação, e o entretenimento, muitas vezes, prioriza o sensacionalismo em detrimento da verdade, nós do EndTimeBr.com reafirmamos nosso compromisso com o conhecimento fundamentado. Não buscamos apenas fatos, mas a sabedoria e o conhecimento que emanam da correta interpretação da história, da ciência e, acima de tudo, da inerrante Palavra de Deus.
Recentemente, revisitei a aclamada série “Roma” da HBO, cuja qualidade e rigor histórico me fizeram refletir sobre a importância de discernir entre a boa ficção e a “ficção barata” que, infelizmente, inunda nossos meios. Em 02/06/2025, cumprindo Aviso Prévio da Locadora (uma figura de linguagem para PNB… rssss), terminei de rever o último episódio da primeira temporada. Na atual semana, ou seja, 253 dias depois, voltei a acionar o aparelho para iniciar a revisitação à segunda e última temporada.
Os que amam diplomas, não o conhecimento, alguns, inclusive, com títulos eclesiásticos, não entendem que o conhecimento é transmitido pelo estudo e pela pesquisa, através dos olhos e dos ouvidos e não sentando em um banco escolar, mas certamente essa série é melhor do que as novelas “bíblicas”, que inserem personagens que não existiram, sendo mordidos, numa passagem que não existiu, por escorpiões, que foram soltos no acampamento por um personagem que existiu (Ismael), mas não há relato de que ele tenha feito isso (apenas mais uma maneira que usaram para “cutucar” o antagonista). Daí, em certo ponto me  perguntaram: “O que acontece agora?”. Respondi: “só a autora da novela ‘bíblica’ poderia responder”… rssss. Caso amassem o conhecimento, teriam pelo menos estudado melhor a Bíblia para saber o que é relato e o que é ficção.
Essa comparação ácida não é mero capricho, mas a defesa de um princípio: a verdade importa. E quando falamos da história de Roma, ela importa ainda mais, pois se entrelaça de forma indissociável com os eventos mais cruciais da história da salvação.

A Ascensão do Império e a Batalha Pelo Poder

A segunda temporada de “Roma” nos transporta para um período de intensa turbulência e redefinição política. Mostra o antagonismo (como dantes houvera entre Júlio César e Pompeu – sempre por poder) entre Marco Antônio (que existiu) e Gaius Octavius Thurinus (que também existiu). Observamos o envolvimento amoroso do primeiro com Cleópatra (que também existiu) e, ao final, a vitória de Octavius sobre Marco Antônio, culminando no suicídio de Cleópatra, que se deixou picar por serpentes venenosas (que também existiram).
Apreciar a boa ficção histórica é valorizar a pesquisa e o respeito aos fatos, mesmo em obras de entretenimento. É o que diferencia o rigor do achismo (que é o pai da opinião – apenas pelo “direito de tê-la – sem fundamento em estudos ou pesquisas).

César Augusto: O Imperador Divinamente Escolhido para um Decreto Eterno

É aqui que a história romana e a narrativa bíblica se fundem de forma gloriosa. Gaius Octavius Thurinus, o vitorioso sobre Marco Antônio, tornar-se-ia o primeiro Imperador de Roma, com o título de César Augusto. O nome “César” era uma herança de seu tio-avô e pai adotivo, Júlio César, assassinado em 44 a.C. “Augustus” foi o título que ele “ganhou” – na verdade, fez com que o Senado a ele concedesse, solidificando seu poder e inaugurando a era imperial romana. Ele reinou de 27 a.C. até 14 d.C. (ou AD).
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“Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E Ele muda os tempos e as estações; Ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” – (Daniel 2:20-22 – ACF)

Neste contexto de poder e expansão romana, o evangelho de Lucas, o médico historiador, revela, sob inspiração (sopro) do Espírito Santo, um evento de significado eterno:

“Naquela época, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o Império Romano.” (Lucas 2:1 NVI)

Este decreto imperial, emitido pelo homem mais poderoso de sua época, não foi um mero capricho administrativo. Foi o instrumento divinamente orquestrado para cumprir uma profecia messiânica milenar. Por causa desse recenseamento, José e Maria foram obrigados a viajar de Nazaré para Belém, a cidade natal de Davi. Por que Belém? Porque ambos eram descendentes do Rei Davi, José da linhagem de Salomão e Maria da linhagem de Natã – ambos filhos do Rei Davi -, conforme mostram as genealogias de Jesus registradas em Mateus e Lucas. Para quem ainda não sabia, as aparentes contradições depois de Davi, são por esse motivo, pois foram linhagens distintas e, podem perguntar, “mas as duas terminam em José!”. Ora, era costume no mundo antigo que, quando um homem desposasse uma mulher o pai dela considerava o genro como filho. Explicado? Agora pare de procurar problema, ou defeito, onde não há problema nem defeito…
Dessa forma, como não poderia deixar de ser, com um Deus zeloso pela Sua Palavra, cumpriu-se a profecia messiânica descrita em Miqueias 5:2:

“Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Miquéias 5:2 NVI)

Aí, pra você que é crítico, há outra “contradição”, ou seja, “aquele que será o governantes sobre Israel”. Ué! Jesus nunca reinou sobre Israel. Daí eu te pergunto: “A história acabou ou será que não é um versículo de duplo cumprimento, ou seja, de uma parcela já cumprida e outra a cumprir? Estudando a Escatologia Bíblica, você entenderá que essa parte ainda não foi cumprida, mas será. Pode apostar sua vida nisso.
O Messias (O Ungido, em hebraico), Jesus, o Cristo (O Ungido, em grego), nasceu em Belém, não por acaso, mas pela soberana providência de Deus, que usou o decreto de um imperador pagão para fazer Sua Palavra infalível se concretizar. Ou você acha que José e Maria, com ela nos últimos meses de gravidez fariam um “tour” pela cidade de seus antepassados, sem que houvesse uma imposição do homem mais poderoso daquele tempo?

Tão poderoso era ele, César Augusto que, com poderosas e bem treinadas legiões, vencera uma vez as legiões, também romanas, de Marco Antônio, e, depois, a ele aliado, venceu as legiões, igualmente romanas, de Brutus e Cassius (dessa feita vingando o assassinato de seu tio-avô e pai por adoção, Júlio César, no “sagrado solo” do Senado Romano). Os domínios de César Augusto, nos tempos em que Jesus nasceu e viveu, abrangiam as seguinte regiões:

  • Europa Ocidental: Toda a Península Itálica, Gália (atual França), Hispânia (atual Espanha e Portugal), e partes da Germânia até o Reno.
  • Europa Oriental e Balcãs: Grécia, Macedônia, Trácia e regiões da atual Bulgária, Sérvia e Croácia.
  • África do Norte: Desde o Egito (anexado em 30 a.C.) até a costa da atual Líbia, Tunísia e Argélia.
  • Oriente Médio: Síria, Judéia, e partes da Mesopotâmia como estados clientes.
  • Ilhas do Mediterrâneo: Córsega, Sardenha, Sicília, Creta e Chipre.

O império circundava completamente o Mar Mediterrâneo, que era chamado de Mare Nostrum (“Nosso Mar”) pelos romanos. A administração era dividida entre províncias senatoriais e imperiais, além de estados clientes semi-independentes. Voltaremos, oportunamente, em artigo sobre o Anticristo a falar sobre o domínio territorial de cada império da “Estátua de Daniel 2”.

Tibério: O Imperador na Cruz

Quando Jesus foi crucificado, o imperador em Roma era outro: Tibério. Ele também ostentava o título de “César” – uma prática que mostra o poder e a reverberação desse nome. Afinal, todos queriam ser “César”, seja como Caesar (latim), Czar (russo) ou Kaiser (alemão), todos evocando a figura do governante supremo. Tibério governou de 14 d.C. a 37 d.C. (ou AD), e foi sob sua autoridade que o drama da crucificação se desenrolou, com Pôncio Pilatos, procurador romano na Judeia, desempenhando seu papel no plano divino.

Conhecimento: Uma Forma de Louvor

A busca por conhecimento, seja na história secular, na contabilidade, nas finanças, na tecnologia ou na teologia, não é um fim em si mesma. Para o crente, ela se torna uma das muitas formas de louvar ao SENHOR (YHWH), o Todo-Poderoso Criador. Entender a intrincada tapeçaria da história, percebendo como cada evento e cada império se encaixam nos propósitos divinos, aprofunda nossa fé e nosso louvor.
Que a nossa busca pelo saber seja sempre impulsionada pelo desejo de glorificar o nome de nosso SENHOR Jesus, o Messias, cuja história está indelevelmente marcada no tempo e na eternidade.

 

Texto: Sergio de Souza

Imagem: bustos de Júlio César e César Augusto

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